O gênero Paroaria constitui-se de sete espécies, sendo aves passeriformes da família Thraupidae. Aves realmente muito bonitas e com um canto característico, muito caçadas, sujeitas a serem presas em gaiolas, alvo de comerciantes e traficantes.
Sua principal característica é o topete eriçado, de um vermelho intenso, que invade também o peito, em ambos os sexos. As partes superiores são acinzentadas, os olhos são marrom escuro, as pernas negras e a região ventral esbranquiçada. Possuem um canto alto e metálico.
Vive em áreas abertas, com formações vegetais mais altas. Habitualmente, prefere postar-se em lugares altos. Em geral, suportam bem as variações de temperatura e os rigores do inverno.
O cardeal-do-araguaia mede 16 centpimetros de comprimento.
Vive em matas de galeria, voando à media altura próximo aos rios ou em bandos; nas copas.
Endêmico do Brasil Central, apresenta como centro de distribuição a Ilha do Bananal (Tocantins), na Bacia do Rio Araguaia, além dos estados de Goiás e Mato Grosso.
A cavalaria mede 16,5 centímetros de comprimento. Não há dimorfismo sexual. Macho e fêmea são idênticos, com o característico vermelho da cabeça contrastando com o restante das cores e com o bico amarelo alaranjado. As aves juvenis saem do ninho com as costas e o babador acinzentados. Cabeça parda. Os filhotes estão com os pais nos bandos a partir de dezembro. Nos meses seguintes, começam a mudar e aparecem penas com as cores definitivas. Entre janeiro e julho, os juvenis estão com uma mescla de plumagem, parecendo estar “sujos”.
Pássaro comum no pantanal, onde ocorre em bandos maciços (daí o nome popular de “cavalaria”). Vive nos pântanos, margens de rios e campos abertos.
Presente originalmente no Pantanal do Mato Grosso. Porém, existe uma área de expansão de sua ocorrência, ainda não estudada, como o interior do estado de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
O cardeal mede 18 centímetros de comprimento. Pássaro de extraordinária beleza física e sonora. Por estas características pássaro muito caçado. Não há dimorfismo sexual. Imaturo pardacento, com topete ferrugíneo.
Assim como a maioria dos pássaros canoros, formam bandos na época de muda. Vive em bordas de arrozais, campos com vegetação alta e bordas de matas.
Ocorre nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Foi introduzido na região Sudeste, principalmente no estado de São Paulo.
O cardeal-do-nordeste mede cerca de 17,2 centímetros de comprimento. Plumagem de cabeça vermelha, curta e ereta, sobretudo na nuca do macho. Partes superiores cinzentas exceto o dorso anterior que é composto de penas negras no ápice e brancas na base, o que dá ao conjunto um aspecto escamoso de negro e branco. Dorso posterior e coberteiras superiores das asas manchadas de negro; maxila anegrada, mandíbula cinzento-clara. Pássaro de extraordinária beleza física. Não há dimorfismo sexual. O jovem apresenta as partes superiores pardo-anegradas e garganta ferrugínea.
Habita mata baixa rala e bem ensolarada (caatinga); beira de rios(cerrado). Um dos pássaros mais típicos do interior do Nordeste do Brasil. Se reúnem à beira de cacimbas ou poços naturais na caatinga, a fim de tomar banho.
Ocorre na região Nordeste.
O cardeal-da-amazônia mede 16,5 centímetros de comprimento. Não há dimorfismo sexual. Imaturo com a cabeça e partes superiores pardas, garganta canela.
É comum em arbustos e áreas abertas à beira de rios e lagos, poças, igarapés e em gramados próximos a cursos d'água em áreas urbanas da Amazônia, como às margens do Rio Guamá, em Belém. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares, freqüentemente voando baixo sobre a água ou pousado em troncos de árvores mortas.
Presente em toda a Amazônia brasileira e também nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Seu nome significa: do (tupi) paroara = nome indígena tupi para uma pequena ave vermelho e cinza tiê-guaçu paroara; e de cevicalis, cervix, cervicis = com o pescoço, cervical, pescoço.
O cardeal-do-xingu mede 16 centímetros de comprimento.
Seu nome significa: do (tupi) paroara = nome indígena tupi para uma pequena ave vermelho e cinza tiê-guaçu paroara; e de xinguensis = referente ou originário da região do rio Xingu no Brasil. ⇒ (Ave) vermelho e cinza do Xingu.